Primeiro bom resultado da minha operação resgate

Bom dia! Uma das minhas metas é baixar a glicemia de jejum, que sempre foi uma dificuldade para mim, mesmo quando estava com bom controle geral. Hoje, fiquei feliz. A glicemia de jejum que vinha batendo marcas de 140 a 170, baixou para 109!

Quando temos determinação, a coisa vai. Vamos lá, rumo ao resgate.

Gostaria que todos aqueles que não estão se cuidando encontrassem um motivo para mudar. O meu é viver mais e melhor, e ver meu filhote crescer. Estar junto do meu marido e poder acompanhá-lo nesta caminhada.

Fiquei feliz hoje de manhã ao ver 109 batendo no monitor de glicose

Fiquei feliz hoje de manhã ao ver 109 batendo no monitor de glicose

Recomeço no fim do ano

Como já disse antes, levei uma baita bronca da minha gineco por não estar me cuidando. Saí da consulta e entrei em uma padaria. Calma. Eu não fui “encher a pança” de pães. Aliás, pães maravilhosos. Fiquei só no cafezinho. Sentei em uma mesa e liguei para o consultório da nutricionista que me atendeu durante a minha gestação, a Alessandra. Como foi uma parceria que deu super certo, quis retomar. E não é que foi ela mesma que atendeu! E, por sorte, um paciente tinha acabado de desmarcar. Consegui agenda minha consulta para dali a dois dias, numa quarta (17), dia da minha placa no rodízio, às 8h30, da manhã.

Se eu tivesse me boicotando, vários seriam os motivos para que eu deixasse para o próximo ano. O horário. Não sou de marcar nada assim tão cedo. O fato de não ter ninguém para ficar com o o filhote e ele estar de férias e com faringite. E, claro, o rodízio. Afinal, o consultório não é próximo da minha casa. Pensei: dou um jeito. Vou acionar a minha “rede apoio especial”: mãe ou sogros.

Em seguida, já liguei para a Dra. Cintia, minha endocrino, e consegui marcar também para este ano, na sexta (19).

Quem veio da minha “rede de apoio” foi minha sogra. Dormiu em casa. Acordei cedinho e lá fui eu, disposta a pegar um taxi. Mas eis que surge meu sogro, de carro. E pude ir de carro. Fui bem até lá, mas a rua do consultório estava um caos. E eu em cima da hora. Demorei mais tempo na rua do que no caminho inteiro. Com vinte minutos de atraso e “esbaforida”, cheguei!

Mede daqui, mede de lá. Avalia meu peso antes de gravidez e depois. Antes de engravidar: 64,5kg. Três meses depois de ter filho: 60 kg. Peso atual: 68,9 kg. Pois é… eu sei. Perdi a mão. O fato é que emagreci muito depois que meu filho nasceu. Com um ano do nascimento dele, cheguei aos 57 kg. Não fiz dieta. Nem atividade física. Apenas amamentei, amamentei e amamentei. Foram dois anos e meio. Isso mesmo! E, sem precisar usar nenhuma medicação para diabetes, nem insulina, nem remédio, minha glicemia era por volta de 95 de jejum e 5,8 de glicada.

Bom. Aí, estabelecemos a minha meta. Peso: 60 kg, ou seja, preciso perder 8,9 kg. Gordura no corpo: tem de cair de 31,7 para 25%. Ela personalizou uma dieta para mim. E saí dali determinada a seguí-la.

Cheguei em casa e já comecei as mudanças. Não ia esperar o próximo anos. Não. Tão pouco passar as festas de fim de ano. E nem ao menos esperaria até o dia seguinte. Minha decisão foi: começo na próxima refeição. E foi o que fiz. E é o que tenho feito. Afinal, com 7,5 de glicada e 159 de jejum não se brinca.

Recomeço neste fim de 2014, para colher bons frutos em 2015.

Bom, no próximo post, conto sobre a consulta com a minha endocrino.

Operação Resgate

Bom, hoje eu fui à nutri, a mesma que me atendeu durante toda a minha gestação. Há quem pense que ir à nutricionista é luxo. Não é! Para ninguém. Não só pessoas com diabetes, mas todos deveriam ir a/ao nutricionista. E o sistema público deveria dar mais acesso a este profissional tão importante para a manutenção da boa saúde.

Na gestação então, faz toda a diferença ter uma equipe multidisciplinar. E foi um super investimento, que valeu muito a pena para que eu tivesse uma gravidez tranquila. Mas o fato é que depois que o filhote nasceu, eu me larguei um bocado. Nos dois primeiros anos e meio, tudo bem. Porque só com a amamentação consegui emagrecer os 9 quilos que ganhei na gestação e mais 7 ou 8 quilos. Fiquei magérrima e não precisava de mais nada pata manter a glicemia em ordem. Meu filho era minha insulina .

Só que depois que parei de amamentá-lo, ganhei os 7 ou 8 quilos de volta e mais 5, em dois anos e nove meses. Isso mesmo! Estou com cinco quilos a mais do que antes da gestação. Cinco a menos do que o máximo que cheguei ao final da gravidez! Péssimo, né?

E não é questão estética, a gente, que tem diabetes, sabe o impacto que esses quilos a mais tem nosso organismo. E, para completar, não ando muito disciplinada não. Ando dando umas escapulidas nas festinhas infantis. Ah! Quantas festas! Só para lembrar, eu não uso insulina, portanto, devo evitar ao máximo açúcar e carboidrato em excesso.

Também não andava fazendo o controle como deveria. Pasmem: estou há dois anos sem ir a endocrino, até por isso tenho atualizado tão pouco por aqui, porque se eu não me cuido, não me sinto no direito de dizer para os outros se cuidarem. E tentei algumas vezes entrar na academia, mas não consegui encontrar tempo e ânimo para continuar.

Fui a minha gineco obstetra, amiga de anos, que não deixo de ir de jeito algum (vou anualmente, sem falta), e ele me pediu um monte de exames e me deu uma baita bronca. E eu estava mesmo precisando de um chacoalhão.

Resultado dos exames: 7,5 de glicada (a mais alta que já tive até hoje) e 156 de jejum! Feio, né? De resto, estou ótima! Ainda bem! Mas estes números são suficientes para detonar rins e retina. E ainda não tenho nada, mas não posso arriscar! É o que a Dra. Fernanda diz: “até pouco tempo atrás, as pessoas morriam da sua doença. Hoje, temos mais recursos e vivemos mais, mas precisamos viver com qualidade de vida…”. Sim, ela está certíssima!

Sai da consulta e marquei a nutri, que foi hoje (17) de manhã. E, na sexta, vou na minha endocrino, também de anos.

Amanhã (18), posto sobre a consulta de hoje! E convido vocês a me acompanherem no meu desafio de bater a minha meta de emagrecer e ter mais saúde! Vamos juntos?

ibg

Pequeno notável

Lembro de quando vi pela primeira vez, em uma viagem ao exterior, há pouco mais de cinco anos, o monitor de glicose IBG*Star. Foi paixão à primeira vista. Estava grávida do meu filho. Automonitoramento era palavra de ordem para uma gravidez equilibrada. Achei prático pela possibilidade de poder acoplar no meu celular e ter ali todos os dados que precisava para o meu controle e para os relatórios com a minha médica. Mas declinei em comprar porque sabia que não encontraria as fitas no Brasil.

Mas não deixei de pensar em como seria bacana ter um monitor como o iBG*Star, até que ele chegou ao Brasil e pude conferir seu lançamento no mês passado. Ele tem muito mais funções do que eu imaginava e permite um controle muito bom, por meio do aplicativo que você instala em seu iPhone.

O grande diferencial dos dois aparelhos da Sanofi, disponíveis no mercado, é que eles facilitam e muito a gestão precisa e fácil da glicemia,le vando em consideração o dia a dia da pessoa portadora de diabetes e às tomadas de decisões em relação aos cuidados com o diabetes.

Dois aparelhos

iBG*Star é ultracompacto e, como eu já disse, pode ser conectado ao seu iPhone ou ao seu iPod Touch, exibindo os resultados em cores, em uma tela táctil. Pode ser também utilizado separadamente, de forma portátil, para dosagens da glicemia. Com design específico, o gerenciador do diabetes iBG*Star permite a gestão fácil dos dados, assim como sua comunicação aos profissionais de saúde.

Já o BG*Star emprega uma tecnologia patenteada, a Dynamic Eletrochemistry, para leituras precisas e confiáveis da glicemia, sem necessidade de codificação. O aparelho também apresenta diversas funcionalidades, como alertas, lembretes programáveis e notas para explicar os resultados. Uma tela retroiluminada permite visualizar rapidamente e facilmente os resultados, avaliá-los e discuti-los.

Lembrando que o lançamento foi feito no dia 9 de junho, com a presença da Dra. Denise Franco, endocrinologista, em um encontro “Conversa com Blogueiros”, promovido pela Sanofi. Segundo a especialista, o automonitoramento contínuo e o acompanhamento do médico é essencial para o controle, e até para entender e validar os resultados do exame de hemoglonina glicada. Um bom número no exame pode esconder constantes hipos assintomáticas, se ele é feito e lido juntamente com o controle diário, acaba tendo mais validade.

Assista ao vídeo >>> http://goo.gl/1cZGLt

ADJ e Medtronic celebram as Olímpiadas do Lenny

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A intenção é conscientizar sobre a importância da atividade física na gestão do diabetes tipo 1

Dia de jogos e educação para crianças e jovens com diabetes tipo 1 e seus familiares

Com o objetivo de conscientizar sobre a importância da atividade física na gestão e no controle do diabetes tipo 1, a Medtronic, em parceria com a ADJ (Associação Diabetes Juvenil), realizará as Olimpíadas do Lenny. O evento acontece dia 17 de maio, sábado, das 9h às 17h,  no acampamento Aruanã, no município de Embu-Guaçu, na Grande São Paulo, para crianças e adolescentes que vivem com diabetes e seus familiares.

Durante o evento, que tem como lema “Vamos jogar para ganhar do diabetes tipo 1”, os inscritos participarão de uma variedade de jogos, competições esportivas e outras brincadeiras que reforçam a mensagem da importância do exercício como estilo de vida para pessoas com diabetes. Transporte, refeições e conversas sobre opções de tratamento com médicos, nutricionistas, psicólogos e especialistas de produto estão incluídos na programação. 

“Nossa missão na ADJ é apoiar os pacientes com diabetes e suas famílias para que eles possam levar uma vida o mais normal possível. Eventos como as Olimpíadas do Lenny servem como ferramenta para educar sobre os aspectos essenciais para o correto controle da doença,” afirma a Dra. Denise Franco, diretora científíca da ADJ, que incentiva aos pais de crianças e adolescentes com diabetes tipo 1 a se inscreverem o mais rápido possível, já que as inscrições são limitadas.

A Dra. Denise explica ainda que “da mesma forma que o monitoramento constante dos níveis de açúcar no sangue e a alimentação saudável, a atividade física é uma das melhores aliadas no controle do diabetes. Devemos cuidar para que os pacientes entendam isso desde pequenos, tornando a atividade física uma constante em suas vidas.”

Pais ou familiares de crianças e adolescentes entre 5 e 16 anos, com diabetes tipo 1, interessados em participar do evento devem inscrever seus filhos pela ADJ, no telefone (11) 3675-3266 com Debora, no ramal 33, e Paula, no ramal 31, até 30 de abril. Cada participante poderá levar até três acompanhantes.  Mais informações podem ser encontradas no site da ADJ www.adj.org.br

Informações sobre a Medtronic podem ser encontradas no site www.medtronicdiabetes.com.br.

Serviço:

Olimpíadas do Lenny

Local do eventoAcampamento Aruanã  – Rua João Antônio Carlos, 250, Embu-Guaçu – SP

Data e horário: 17 de maio, das 9h às 17h

Local da partida: Estacionamento do Shopping Center Norte

Encerramento das inscrições: 30 de abril

Inscrições: pelo telefone 11 3675-3266 (com Débora ou Paula)

 

 

Mulheres, diabetes e emoções

Mulheres, diabetes e EmoçõesNo último sábado de março, tivemos um encontro muito bom reunindo mulheres diabéticas. Foi o segundo encontro, com um tema pra lá de profundo: Diabetes e Emoção. O primeiro, realizado ainda em 2013, teve como tema Alimentação.

A iniciativa das minhas colegas blogueiras é uma das melhores que eu vi nos últimos tempos nesta área. Teresa Cristina Bujokas Nunes, do Dia a Dia Diabetes, se juntou a outras super blogueiras engajadas para criar este movimento das Mulheres Diabéticas. São elas: Kath Palama, do Diabetes & Você, Luana Alves, do A Diabetes e Eu, e Carol Neumann, do Ao Trabalho. Quem acompanha blogs de diabetes sabe que todos os blogs citados dispensam apresentações.

Nos EUA, o movimento que inspirou as meninas por aqui é forte o Diabetes Sisters. E leva a essas mulheres a possibilidade de debater temas tão peculiares da vida de uma mulher diabética, que só quem tem, entende. É uma rede de apoio, composta por um grupo no Facebook e por reuniões presenciais a cada três meses, com tema predefinido.

Como única MODY da turma, observo as conversas sob outro ponto de vista, e entendo cada vez mais o dia a dia de uma mulher DM1, realidade da qual me aproximei quando estava grávida. O espaço escolhido foi ótimo, aconchegante, agradável, e com um staff pra lá de dedicado, que teve a preocupação de colocar no cardápio a quantidade de CHO de cada item.

Parabéns, meninas! Aguardo ansiosamente o próximo!

Tem diabetes? Ficou curiosa? Participe do próximo!

As meninas! ;)

As meninas! ;)

Você só fala sobre DIABETES?

Manu e a mamãe, blogueira convidada do Viver, Fernanda Estessi, do Facebook InsulinaAmiga

Manu e a mamãe, blogueira convidada do Viver, Fernanda Estessi, do Facebook InsulinaAmiga

Fique atenta! Você já se deu conta que o diabetes permeia todos as suas conversas. Que tal um pouquinho de moderação? Vale a pena ler o texto da nossa BLOGUEIRA CONVIDADA, Fernanda Estessi, sobre o tema.

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Sabe aquela pessoa que vc pergunta: “oi! Tudo bem?” E ela te responde: “ai… Não tá tudo bem não.” E começa a fazer um relatório detalhado da vida toda? Quem curte? Pois é. É sobre isso que vou falar nesse post.

Mães já tem uma tendência natural de só falar do filho. Tudo o que vai dizer, é sobre o filho. Quando é de uma mãe prá outra, vá lá. A gente se entende. Mas pra quem não é mãe, o assunto vira um porre. Sei bem o que é isso. Adoooooro falar das minhas filhas. Todos os assuntos se encaixam pra comentar alguma coisinha sobre elas. E quando estão doentes, então? Se deixar, a gente conta até quantos ml de remédio eles estão tomando. E quando a gente tem um DM1? Aí eu vou te contar uma coisa: esse é o assunto. Mas perceba: a maioria das pessoas NÃO É DM1. A maioria das pessoas NÃO TEM DM1 na família. Então, a gente nem deveria se empolgar falando demais.

“Sabe quantas unidades de insulina meu filho toma?…” >> lembro que quando eu estava no hospital com a Manu, eu ouvia as enfermeiras dizendo que dariam x unidades pra Manu. E eu pensava… Como assim “unidades”? Antes do DM1, a gente só ouvia falar em ml. Não em unidades… Só agora é que essa tal de unidade ficou familiar e entendemos o que isso quer dizer. “A caneta… a bomba…” >> cara! Como assim “caneta”? Como assim “bomba”? Isso não era nem de longe um termo ok pra você há um tempo atrás. E, de repente, vc se vê falando que seu filho usa caneta ou que usa bomba… Isso parece papo de doido! “Depois que ele come, dou insulina pra “queimar” o carbo”…>> queimar? Queimar?? Meu docinho acordou com hipo >> sério: até dois meses atrás eu nunca tinha ouvido uma quantidade tão gigante de mães se referindo aos seus filhos como doces/docinhos.

Acredite: isso não é algo natural para as outras pessoas. Preciso manter a glicemia boa pra glicada ficar até 7 no próximo exame>> mães de DM1: pra mim e pra vc essa afirmação faz TODO SENTIDO DO MUNDO e vivemos pra que a vida deles continue assim. Mas 98% ou mais das pessoas com as quais convivemos, não fazem ideia do que é essa tal de glicada e muito menos entendem porque ela tem que ficar abaixo de 7. E só mais um dos nossos termos estranhos: “será que meu docinho tá em lua de mel?”

Tô dizendo tudo isso pra que nem eu, nem vc, mãe de um DM1, saia por aí falando da vida do seu filho desenfreadamente, como se todo mundo tivesse a obrigação de entender o que estamos falando. Nossas vidas giram em torno deles sim e dedicamos todo nosso tempo a eles. Mas a gente não pode ser a chata que só fala nisso, ok? Senão, as pessoas vão começar a se distanciar de vc e vc nem vai saber por quê. Aliás, a página InsulinaAmiga surgiu exatamente por isso. Não era justo com meus amigos virtuais dividir o que eu passava com a Manu todos os dias. Melhor escrever o que quero numa página exclusiva pra isso onde tenho a certeza de que quem quiser ler, é porque realmente se interessa pelo assunto.

É como as marcas que as lancetas deixam nos dedinhos deles. Ninguém percebe. Sério! Dá pra levar numa boa. As marquinhas só vão se tornar evidentes se vc mostrar no detalhe. E, se alguém quiser saber mais sobre isso, aí sim vc conta tudinho. Sacou? Concorda comigo?